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• Novo Cd ( por Mônica Ramalho )  escrito em sexta 12 fevereiro 2010 04:57

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A cantora Mariana Baltar aproxima futuro e passado em disco lançado pela Biscoito Fino


Por Monica Ramalho

Mariana Baltar lança pela gravadora Biscoito Fino o álbum que leva o seu nome. É a segunda bolacha da cantora e bailarina que estreou em disco há quatro anos, com o elogiadíssimo Uma dama também quer se divertir. Chique como ela só, a moça está acompanhada por alguns músicos de nobre linhagem. "A liga do disco está na sonoridade e no repertório, escolhido a partir das emoções que as músicas me provocam", diz. Produzido por Josimar Carneiro e com arranjos dele, de Jayme Vignoli, Marcílio Lopes e Luiz Flavio Alcofra, o disco reúne futuro e passado, através das composições de jovens e veteranos autores da música popular brasileira.

"É tudo acústico, mas nada careta. A ousadia está nos arranjos e na aposta em gravar Thiago Amud e Edu Kneip. Continuo a ser doce e suave, como as pessoas me vêem, mas já não apareço em tons pastéis, digamos assim. E sem renegar a Lapa e tudo o que sua noite me ensinou". O disco foi todo muito bem pensado. "Para a arte da capa, por exemplo, quis remeter à manifestação Nego Fugido, que ocorre em Acupe, pequena cidade do Recôncavo Baiano. É uma encenação popular da fuga dos escravos sendo perseguidos pelos capitães do mato. Parte da roupa dos capitães é uma saia de folhas de bananeira secas e as bocas de todos eles são borradas com uma tinta vermelha cor de carmim. É lindo! Nas fotos, as folhas secas foram para o chão e o vermelho veio para a minha boca, para um pano que fez as vezes de saia e para minhas unhas", rebobina.

O disco abre com "Tia Eulália na xiba" (Claudio Jorge e Nei Lopes), primeira a entrar no roteiro. "De todas as selecionadas, essa foi a única que nunca saiu da lista", revela Mariana, que já canta esse clássico há um tempão e adora ver os casais riscando o salão ao seu balanço. Em seguida, é a vez da toada "Maldita cancela" (Delcio Carvalho e Osório Peixoto), que a intérprete conheceu na gravação do cantor Lucio Sanfillipo. O baião "Sertão do Vale" (Zé Paulo Becker e Mauro Aguiar) homenageia João do Vale e evoca as heranças nordestinas da cantora, que é filha de pernambucano – o sobrenome Baltar vem daí – e morou uns anos em Recife, para onde sempre retorna a fim de visitar os parentes e beber na fonte cultural da região, sobretudo de dança e música, às quais é extremamente ligada.

De Assis Valente, compositor cantado por Mariana desde o início da carreira, entrou o dançante "Uva de caminhão". Ela já havia gravado esse samba para tocar numa rádio carioca. "Na ocasião, o programador me disse que tocaria a música, da qual é fã, caso eu gravasse num disco". Inspirada pela convivência com chorões, ela quis fazer o seu registro do ligeiro Teco teco (Pereira da Costa e Milton Villela), sucesso na voz da Gal Costa: "É brejeiro e divertido". Na faixa cinco, "Canções de menina" (Thiago Amud e Pedro Moraes), o disco refresca levemente, acalmando as melodias. "Gosto de várias obras desses meninos, mas elas soavam masculinas. Perguntei, de brincadeira, se eles tinham música para menina cantar. Logo depois, Pedro apareceu com a letra que Thiago musicou", conta.

Faixa-título do mais recente álbum do grupo vocal Garganta Profunda, "Quando a esquina bifurca" (Thiago Amud) exalta a Urca, bairro carioca onde nasceu e mora o compositor. Apesar de não ser inédita, é pouco conhecida e agradou em cheio Mariana, ex-moradora do aprazível lugar. De Thiago Amud e Edu Kneip, a canção de letra forte e ousada "Sonâmbulo" tem um significado importante porque dela saiu o nome do núcleo musical que gira em torno da dupla, e do qual Mariana faz parte, chamado Sonâmbulos. Na sequência, vem a marcha-rancho "Canção marinha" (Luiz Flavio Alcofra e Lenildo Gomes), carregada de uma dose generosa de sensualidade velada. E a temperatura do disco sobe novamente, fazendo o público abandonar as cadeiras.

"Tanto samba" (Julião Pinheiro e Paulo César Pinheiro) chegou por e-mail e surpreendeu Mariana, que, confessa, havia recebido toneladas de sambas sem se identificar de verdade com nenhum. Até escutar a parceria de pai – e que pai! (risos) – e filho. Aliás, ouvidos atentos nos passos musicais de Julião, ótimo violonista. Mariana conta que "Tudo à toa" (Edu Kneip e Mauro Aguiar) sempre foi a canção mais pedida das que cantava com os Sonâmbulos. "Fui me apropriando desta valsa pouco a pouco e decidi gravá-la". O forte "Jongo do irmão café" (Wilson Moreira e Nei Lopes) vingou no roteiro porque Mariana admira bastante a obra da dupla e sonha em gravar parte do repertório afro e rural de Wilson. "Abro e fecho o disco com parcerias do Nei. As duas foram pinçadas no antológico Negro mesmo, um disco fundamental".

FICHA TÉCNICA

Produzido por Josimar Carneiro

Arranjos de Josimar Carneiro, Jayme Vignoli, Marcílio Lopes e

Luiz Flavio Alcofra

Mariana Baltar é acompanhada pelos músicos Rui Alvim nos sopros, Marcílio Lopes no bandolim, bandola e violão tenor, Jayme Vignoli no cavaquinho, Luiz Flávio Alcofra no violão de seis cordas, Josimar Carneiro no violão de sete cordas e André Boxexa na bateria e na percussão, Pedro Aune e Jorge Oscar nos contrabaixos acústicos, Kiko Horta no acordeon, Henrique Band no sax soprano, Gabriel Geszti e Carlos Fuchs nos pianos, Paulino Dias, Thiaguinho da Serrinha e

Pretinho da Serrinha

Assessoria de Imprensa de Gilda Mattoso.

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